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Mostrando postagens de Abril, 2009

Fim da farra das passagens

A opinião pública chiou e condenou a farra das passagens aéreas na Câmara. A princípio não foi suficiente. Os deputados se sentiram injustiçados, bateram o pé. Silvio Costa do PMN, por exemplo, se revoltou. Disse que não podia ficar sem levar sua mulher para Brasília sempre que quisesse. Foi uma declaração de amor digna de aplauso. Mas não funcionou.

Em um escândalo como esse, em que são muitos os políticos metidos no rolo, passa a valer o discurso que todo brasileiro adora: “é tudo pilantra, ninguém presta, tudo bandido.” Os políticos agradecem. Para eles, fica mais fácil se esconder atrás dessa generalização condenatória burra da opinião pública. Assim ninguém contesta. Ninguém presta mesmo.

No fim das contas, foi necessário um passeio rápido por seus estados de origem para que os deputados entrassem em contato com as pessoas que os elegeram e mudassem de idéia. Passaram a defender com unhas e dentes as medidas moralizadoras propostas por Michel Temer. Silvio Costa, inclusive, mudou o…

A doença e a sucessão

“Nada muda.” Esse é o discurso do governo para minimizar o impacto na opinião pública depois do anúncio da doença de Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil e pré-candidata a Presidência, em 2010.

O discurso de que o tratamento de um câncer não vai interferir nas atividades da ministra tem também outro objetivo. O governo espera descartar qualquer pretensão que a base aliada tenha de disputar a cabeça de chapa em 2010.

A segunda pretensão é mais ousada. Lula não tem outro nome em mente, não trabalha com candidaturas alternativas, e todos sabem que encarar uma campanha presidencial em um país grande como o Brasil é extremamente desgastante. Caso Dilma não consiga conciliar o tratamento com a campanha, o PMDB certamente lutará para ter a cabeça de chapa.

Esse raciocínio só mostra o quanto a aliança governista é frágil e fragmentária quando se trata de sucessão presidencial, já que a probabilidade de a doença não interferir em nada na campanha da ministra é alta.

O que vai acontecer é que, ca…