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O drama do Rio

Rio de Janeiro foi escolhida para sediar as Olimpíadas de 2016. Por um instante todos os problemas enfrentados pelo brasileiros pareceram desaparecer. Armou-se um carnaval em pelo outubro.

Violência? Corrupção? Miséria? Que nada! As Olimpíadas vêm ai para mostrar ao mundo que somos sim um país alegre, do samba, do futebol e de mulheres lindas. Esqueceram-se apenas de avisar aos bandidos do Morro dos Macacos.

Os confrontos que fomos obrigados a assistir nos últimos dias, entre traficantes e policiais não estavam nos planos de Lula, de Sérgio Cabral ou de Eduardo Paes. Os ataques vieram em hora errada, como se quisessem dizer ao mundo todo: olhem e reflitam, será que fizeram a escolha correta?
O mundo teme neste momento. Jornais do mundo inteiro estampam fotos do helicóptero que foi brutalmente (e facilmente) vencido por quem realmente comanda a cidade maravilhosa. Nem o vídeo de Fernando Meirelles é capaz de salvar nesses casos, e para quem é de fora soa como algo muito falso. Seria como eleger o país das maravilhas de Alice para sediar a Copa.

Precisamos reconhecer, foi com uma jogada de mestre que conseguimos trazer as Olimpíadas. Mas e agora? Sentaremos e esperaremos 2016 chegar? Ao contrário, é preciso que se crie uma estratégia de atuação e a cidade do Rio de Janeiro é prioridade nesse momento. Ao invés de nos comportarmos como o país do oba-oba e pensarmos somente em quem vai trazer as cervejas e a carne, é melhor que se pense em atitudes drásticas.

Aí sim, quem sabe, os Jogos Olímpicos de 2016, ao invés de apenas "maquiar" a cidade, tragam uma paz verdadeira que se perpetue. Afinal, é essa a razão de existir do esporte e das próprias Olimpíadas.

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