Pular para o conteúdo principal

A vencedora é Marina


O Brasil decidiu pelo 2º turno. Ainda bem. Assim teremos mais tempo até ficarmos reféns de Dilma Rousseff. O PT viu a campanha da afilhada de Lula perder força na reta final. Culpa dos escândalos envolvendo a afilhada de Dilma, a ex-ministra Erenice Guerra. Culpa do alto índice de abstenção de votos, principalmente na região nordeste. Culpa de Marina Silva.

A candidata do PV resolveu crescer no final da campanha e estragar os planos do seu ex-partido. Agora, todos estão reféns dela. Deverão surfar em sua onda verde.

Pelo último debate entre os presidenciáveis, o da TV Globo, Marina tem uma forte tendência de apoiar Dilma. A "jaguatirica" do Acre demonstrou que em seu peito ainda bate um coração petista, ao concordar em diversos momentos com a candidata do PT. Além disso, Marina também parece ter ficado magoada com José Serra, quando o tucano disse que ela e Dilma eram ministras de Lula na época do mensalão.

A favor do candidato do PSDB pesa o fato de que Dilma e Marina se confrontaram diversas vezes durante o mandato de Lula. A primeira, ministra da Casa Civil. A segunda, ministra do Meio Ambiente. Se desentenderam e Dilma se impôs. Mas aconteça o que acontecer, José Serra, ou o Zé, já saiu no lucro. Não esperava sobreviver depois desse domingo, 3 de outubro. Ontem, o tucano parecia até bem-humorado. Não poderia ser diferente.

Em tempo. Uma outra questão que pode ter influenciado na decisão do Brasil de levar as eleições para o 2º turno, foram os seguidos ataques do PT à liberdade de imprensa. Mas isso, bom... deixa pra lá.

Comentários

  1. Fe.
    Seu blog esta muito legal, parabéns pela escrita e pela forma como você esta construindo seu raciocínio. AHAHA.. eu estou querendo chegar lá também!
    Venha nos visitar em Sorocaba!
    beijos, continue assim

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe seu comentário

mais vistos

Saí do Brasil. E morri.

Estou morando no Canadá há quase um mês. Minha esposa foi aprovada em uma seleção para fazer seu doutorado na cidade de Calgary, a terceira maior do país, e resolvemos vir assim, de mala e cuia. Calgary é um lugar curioso, é chamada pelos íntimos de cowtown, cidade das vacas em uma tradução literal, termo usado para um lugar com fazendas em seus arredores, com um clima mais interiorano, talvez. Só para se ter ideia, o maior rodeio do mundo acontece aqui, então realmente é um lugar de Cowboys e Cowgirls. Mas pretendo contar mais da cidade e da vida aqui depois. Quero focar agora na experiência de se fazer as malas e sair do seu país, seja ele qual for.

Apesar de ser pouco tempo de experiência, já pude comprovar algumas impressões que tinha sobre a mudança para o exterior. O que acontece quando você faz as malas e embarca no avião com destino a um lugar completamente diferente do seu? Você morre. Isso mesmo, você morre. Eu morri quando vim.

Começa pelo fato de normalmente, nesse tipo d…

O Retrato Rasgado

As fotos de uma vida inteira podem caber no bolso da calça.

Temos pen-drive, celular, cartão de memória, tablet, notebook, computador e mais um zilhão de ferramentas para nos auxiliar nesse arquivo infinito enquanto dure. Infelizmente esse fenômeno da tecnologia colocou fim a um hábito comum a maioria das famílias: se reunir para ver fotos. A lembrança que tenho é de retirar do alto do armário caixas e mais caixas, leva-las até a sala para a visita do dia ou para nós mesmos, e começar a retirar um a um os álbuns que contavam a história da família. A cada mergulho no passado perdia-se horas olhando as imagens e comentando o quanto fulano era magro, siclano era cabeludo e assim por diante. O tempo em casa parava e, devagarinho, ia andando para trás. Hoje raramente dedico um tempo para organizar as minhas fotos e muito menos para revê-las. Tenho uma pasta no meu desktop e vou salvando tudo lá, de tempos em tempos, sempre que preciso esvaziar a memória do celular.

A tecnologia também nos …

O Fantasma de Vinte Anos

Todo dia ele faz tudo sempre igual.

Acorda às seis da manhã, desliga o despertador do celular, aproveita o aparelho nas mãos para olhar as últimas novidades das redes sociais, a previsão do tempo, o e-mail, e só depois de uns dez minutos é que se vira para o lado, dá um beijo na esposa que levanta as oito e ainda está dormindo, e se ergue da cama. Afinal, não tem escolha.

Vai até o closet, separa cueca, meia, calça e camisa e deixa cada peça, uma sobre a outra, lhe esperando. Entra no banheiro. Primeiro liga o chuveiro e só depois tira o pijama, dá o tempo certo de a água esquentar. No banho, sempre a mesma sequência. Primeiro o cabelo – o pouco que lhe restou já está grisalho, muito diferente da cabeleira farta dos seus vinte anos – sempre pensa nisso enquanto esfrega os poucos fios com as pontas dos dedos. Por último os pés. Desliga o chuveiro e sai. Seca o corpo começando pela cabeça, que já está no escritório. Será que responderam aquele e-mail? Será que fulano finalizou a planil…