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R10 no horário nobre


Nem Passione nem Araguaia nem Ti ti ti. A novela que concentra as atenções do País nesse momento é a negociação de Ronaldinho Gaúcho. Ou seria Ronaldinho Carioca?

Assis, irmão e empresário do jogador, prova que errar uma vez é humano, duas é teimosia e três já é burrice. Errar quatro, cinco e continuar insistindo no mesmo erro, só ele, Assis, é capaz de fazer.

O irmão de Ronaldinho foi um jogador de talento mediano. Hoje é um empresário sem talento e de competência mediana. Mais atrapalha do que ajuda na carreira do irmão. Fazer o que ele fez até hoje, a frente dos negócios envolvendo Ronaldinho, qualquer um faria. Com o talento acima da média de R10 seria fácil.

Se Assis fosse bom empresário não deixaria que o irmão perdesse a vontade de jogar futebol, como já vem demonstrando há tempos que perdeu. Ronaldinho não parece ver muito sentido em estar em campo, o desejo por dribles e gols já se perdeu faz tempo. Assis só fez contribuir para essa decadência.

O episódio recente envolvendo a volta do craque ao Brasil é vergonhoso. A negociação com o Grêmio já estava avançada, todos sabem. E seria um final feliz para todo mundo. Mas Assis parece sempre querer criar uma nova polêmica. Ou vai ver, nem sabe bem o que quer. Enrolou os dirigentes e a torcida gremista e se aproximou do Flamengo.

Acho que o empresário está apenas desfrutando dos dias em que tem seu nome citado no horário nobre. Afinal, não sentiu esse gosto quando era jogador.

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